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NO BRASIL ![]()
Após o grande sucesso de One Piece pelo mundo, como era de se esperar, aqui no Brasil não seria diferente. Em fevereiro de 2002, a sua primeira edição foi lançada pela editora brasileira Conrad, prevista para ser uma série mensal. A editora já era conhecida por publicar mangás famosos na época, como Saint Seiya (os Cavaleiros do Zodíaco) e Dragon Ball, cujas primeiras edições foram lançadas em novembro de 2000.
Lançado em um formato com metade das páginas do tankoubon original, One Piece da Conrad será lembrado por algumas adaptações diferentes do original, principalmente com o nome dos personagens. Por exemplo, o nome do personagem principal, ao invés de Luffy, ficou como Ruffy, nome que se popularizou no começo da divulgação da série no Brasil e que também é utilizado em outros países, como a Alemanha. Através de muita insistência de alguns fãs, até mesmo por parte da One Piece World e por alguns fansubs, o nome oficial Luffy foi difundido e passou a ser a romanização mais utilizada atualmente no Brasil.
No final de 2007, após a publicação da edição no.66, a Conrad sofreu vários problemas para conseguir a renovação do licenciamento de One Piece com a editora japonesa Shueisha. Apesar da normalização do contrato, posteriormente, por motivos desconhecidos, os lançamentos de One Piece pararam de ser publicados desde a edição 70, lançada em outubro de 2008, passando a se cogitar sobre o futuro da editora e se ela seria vendida ou não.
De fato, em 2009, a Conrad Editora foi comprada pelo grupo IBEP, acontecimento que não alterou em nada a situação da série no país. Em maio de 2011, anunciaram oficialmente o cancelamento de One Piece, após 70 edições publicadas (equivalente a 35 volumes japoneses ou tankoubon's).

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Após a decepção de vários fãs, que não iriam poder mais comprar seus mangás de One Piece em nosso idioma, felizmente, no final de 2011, foi anunciado que o mangá da série havia sido licenciado no Brasil pela Panini Comics. Com o seu lançamento realizado em fevereiro de 2012, decidiram refazer desde o início da história numa publicação mensal (do 01 em diante) e, com uma publicação bimestral, decidiram lançar os capítulos inéditos no Brasil a partir de onde a Conrad parou (do 36 em diante). Além disso, realizaram diversas promoções de assinatura, por meio do Twitter e Facebook, reconquistando uma grande legião de fãs do mangá.

Diferente dos padrões de nome usados pela Conrad, a Panini decidiu optar pela romanização oficial dos nomes, ou seja Luffy, ao invés de Ruffy. Decidiu também adaptar termos do mangá original de forma diferente para o português brasileiro, como, por exemplo:
De forma geral, notou-se que a qualidade da publicação da Panini foi mais bem aceita pelos fãs, do que a original da Conrad, famosa por mudanças exageradas na grafia de certos nomes de personagens ou de lugares.